Esvoacei em...

"Oiço ainda o barulho do teu silêncio"

sábado, 25 de agosto de 2012

Fica a saudade

Hoje dói muito. Fazes-me falta. O teu sorriso. O teu abraço. A tua sempre alegre disposição. As parvoíces típicas de nós, só nossas. Na verdade, dói e fazes-me falta. Apesar de toda a dor, de toda a amargura das palavras, hoje ouvi isto e caiu-me uma lágrima de saudade...e é ela que fica. Não consigo transformá-la em grito de revolta nem em desilusão de ti. Fica e ficará, somente, a saudade.


A música fala de alguém que não consegue seguir, mas eu sei que tenho de conseguir...apesar de em cada nota, em cada frase, apertar-me o coração. Tanto.

Um dia, vencerei-me. 

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Na memória cheia de solidão presente

Hoje ouvi umas quantas músicas que me fizeram lembrar de ti. Outras histórias. Outras vitórias e derrotas. Quantas lutas travei por ti? Por nós? Não me arrependo de nenhuma. Talvez fizesse tudo novamente, exactamente igual, sem tirar nem acrescentar qualquer ponto...mas ficaram, simplesmente, as reticências de nós. Parece que foram meses de ilusão. Parece que, sem nos darmos conta, tudo se transformou em nada. Mas esse nada, também me causa dor. Também me magoa. É uma ferida que ficou por cuidar. Uma grande mágoa que ficou por calar. Hoje, sinto-me vazio. Sem ti, sem a tua presença, os meus dias ficaram claramente mais pobres...mas, em contrapartida, sinto menos ódio e mágoa do que quando olhava para o meu telemóvel e via escritas tantas barbaridades e crueldades capazes de trepar o muro da verdade e galgar todo o rancor e ódio que me guardavas e predestinaste. Nunca abandonei o nosso barco senão pela força da tua incapacidade de me amar tal e qual como sou. Tal e qual como fui. Nas minhas certezas e nas minhas convicções. Espero-te bem e capaz de ultrapassar isto tudo muito facilmente...tão mais facilmente do que eu. 
És mais um que ficou no caminho e que deixou por contar uma história que esperava, com desfecho, diferente. Estúpido eu, continuar a acreditar em histórias com final feliz...sejam elas de amor, de amizade, seja do que for. Tudo se tem encaminhado por becos sem saída e por ruas sem destino...a felicidade não me quer, definitivamente, encontrar. 

domingo, 19 de agosto de 2012

Na Luz

Hoje estive no Estádio da Luz. Até lá tenho recordações de nós. Nós de vários tempos. Nós de várias transições. Nós, quase, de vários séculos. Na verdade, não tive tempo para me (re)lembrar em que sector havíamos estado ou mesmo da letra da nossa fila, preferi, antes, desfrutar do momento com os meus pais. Eles continuam transversais a todos esses momentos. Talvez os únicos. 

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Running Away

Lembraste quando fizemos aquela viagem no porta malas do Geiras? Quando recordo esses tempos, para além de me referir à ligeireza de como o Geiras suportava e aturava todas as nossas loucuras, recordo a ousadia da nossa coragem. A felicidade estampada nos nossos rostos. A forma simples, mas sincera, de como esboçávamos gargalhadas. Hoje, no meu canto, recordei esses momentos. Senti saudades. Era tão destemido. Lutei e entreguei tudo e, no fim, ficou a recordação. A lembrança. Este tema lembra-me não só de nós, mas deles...especialmente, claro, do sempre paciente João Geirinhas.


Não posso deixar de referir, também, da forma de como esta música marcou a minha passagem pelo Algarve. Nos momentos menos bons, especialmente naqueles em que pensei em desistir e correr para os braços seguros e maduros dos meus pais.

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Linger.

E se pudesses voltar atrás? Se pudesses reconstituir a tua história? Guardar todas as personagens, principais e secundárias, todas as tramas, todos os espaços, em suma, todos os momentos? Hoje estava no ginásio e ouvi o 'Linger'. Música da banda Cranberries. Lembrei-me de uma personagem da minha história. Era um guerreiro destemido. Encarava a vida com e em todas as suas vertentes. Capaz de ser apenas ele e a sua espada, e claro, o resto do mundo. Viajante no tempo. Transbordava energia e alegria por entre mágoas e lágrimas caladas e refugiadas, só suas. Partilhou experiências e contou-me longas viagens das suas caminhadas. Um dia, também ele, partiu. Ficou o seu nome, a recordação e o cheiro a Safari. Ele era, afinal, um irmão que nunca tencionara perder, mas que também, por culpa de ninguém, perdi. Hoje, recordo-te...e isso é, e sempre será, bom.



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. No silêncio das palavras, o refúgio da solidão que ecoa do passado, o presente.
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