Hoje ouvi umas quantas músicas que me fizeram lembrar de ti. Outras histórias. Outras vitórias e derrotas. Quantas lutas travei por ti? Por nós? Não me arrependo de nenhuma. Talvez fizesse tudo novamente, exactamente igual, sem tirar nem acrescentar qualquer ponto...mas ficaram, simplesmente, as reticências de nós. Parece que foram meses de ilusão. Parece que, sem nos darmos conta, tudo se transformou em nada. Mas esse nada, também me causa dor. Também me magoa. É uma ferida que ficou por cuidar. Uma grande mágoa que ficou por calar. Hoje, sinto-me vazio. Sem ti, sem a tua presença, os meus dias ficaram claramente mais pobres...mas, em contrapartida, sinto menos ódio e mágoa do que quando olhava para o meu telemóvel e via escritas tantas barbaridades e crueldades capazes de trepar o muro da verdade e galgar todo o rancor e ódio que me guardavas e predestinaste. Nunca abandonei o nosso barco senão pela força da tua incapacidade de me amar tal e qual como sou. Tal e qual como fui. Nas minhas certezas e nas minhas convicções. Espero-te bem e capaz de ultrapassar isto tudo muito facilmente...tão mais facilmente do que eu.
És mais um que ficou no caminho e que deixou por contar uma história que esperava, com desfecho, diferente. Estúpido eu, continuar a acreditar em histórias com final feliz...sejam elas de amor, de amizade, seja do que for. Tudo se tem encaminhado por becos sem saída e por ruas sem destino...a felicidade não me quer, definitivamente, encontrar.