Esvoacei em...

"Oiço ainda o barulho do teu silêncio"

sábado, 15 de setembro de 2012

Melides

O meu resguardo. Não se impõe, simplesmente, insurge-se como oportunidade. Melides é e será sempre o meu 'avrad'. O meu repouso.
Hoje, consegui finalmente adormecer ao sol e acordar ao som das ondas a bater no areal. Consegui amanhecer ao som das árvores e dos pombos bravos a esvoaçarem por entre os pinheiros. A calma e a paz ocuparam-se, de alguma forma, da minha mente atabalhoada de sentimentos furtivos e de repressões. 
Amanhã estou de volta. 

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Mais do mesmo

Silêncios. Ausências. Desassossego.

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Relógio sem ponteiros

Sinto-me um relógio. Sem ponteiros. As horas estão lá, mas não são marcadas. O tempo parece estagnado. Eu estou estagnado no tempo.
Magoa-me tanto não conseguir contemplar momentos. Não conseguir saltar barreiras. Por dentro, os gritos são mudos. Silenciosos.

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Por um fio

...as forças começam, realmente, a faltar.

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Silêncio

É mais fácil arrancar uma árvore à terra com todas as suas raízes do que esquecer a intimidade. Tu vives em mim por tudo o que representaste de bom e de mau. E, no entanto, não tenho por ti nenhum sentimento de raiva, de revolta, de tristeza, ou de desejo de esquecimento por todas as desilusões e dissabores que me causaste; fui eu que deixei que me fizesses mal e sei melhor do que ninguém que nunca me quiseste magoar.
Gosto de arrumar a memória por capítulos, momentos-chave, etapas ou qualquer outra fórmula artificial que não me faça perder o sentido diacrónico da realidade que vivi e que me leve a acreditar que avancei, tantas vezes atrás de tempo, embora sempre a tempo, porque vamos sempre a tempo desde que saibamos aceitar e aprender. A vida espera sempre por nós, só a morte é que nunca espera...

sábado, 25 de agosto de 2012

Fica a saudade

Hoje dói muito. Fazes-me falta. O teu sorriso. O teu abraço. A tua sempre alegre disposição. As parvoíces típicas de nós, só nossas. Na verdade, dói e fazes-me falta. Apesar de toda a dor, de toda a amargura das palavras, hoje ouvi isto e caiu-me uma lágrima de saudade...e é ela que fica. Não consigo transformá-la em grito de revolta nem em desilusão de ti. Fica e ficará, somente, a saudade.


A música fala de alguém que não consegue seguir, mas eu sei que tenho de conseguir...apesar de em cada nota, em cada frase, apertar-me o coração. Tanto.

Um dia, vencerei-me. 

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Na memória cheia de solidão presente

Hoje ouvi umas quantas músicas que me fizeram lembrar de ti. Outras histórias. Outras vitórias e derrotas. Quantas lutas travei por ti? Por nós? Não me arrependo de nenhuma. Talvez fizesse tudo novamente, exactamente igual, sem tirar nem acrescentar qualquer ponto...mas ficaram, simplesmente, as reticências de nós. Parece que foram meses de ilusão. Parece que, sem nos darmos conta, tudo se transformou em nada. Mas esse nada, também me causa dor. Também me magoa. É uma ferida que ficou por cuidar. Uma grande mágoa que ficou por calar. Hoje, sinto-me vazio. Sem ti, sem a tua presença, os meus dias ficaram claramente mais pobres...mas, em contrapartida, sinto menos ódio e mágoa do que quando olhava para o meu telemóvel e via escritas tantas barbaridades e crueldades capazes de trepar o muro da verdade e galgar todo o rancor e ódio que me guardavas e predestinaste. Nunca abandonei o nosso barco senão pela força da tua incapacidade de me amar tal e qual como sou. Tal e qual como fui. Nas minhas certezas e nas minhas convicções. Espero-te bem e capaz de ultrapassar isto tudo muito facilmente...tão mais facilmente do que eu. 
És mais um que ficou no caminho e que deixou por contar uma história que esperava, com desfecho, diferente. Estúpido eu, continuar a acreditar em histórias com final feliz...sejam elas de amor, de amizade, seja do que for. Tudo se tem encaminhado por becos sem saída e por ruas sem destino...a felicidade não me quer, definitivamente, encontrar. 

domingo, 19 de agosto de 2012

Na Luz

Hoje estive no Estádio da Luz. Até lá tenho recordações de nós. Nós de vários tempos. Nós de várias transições. Nós, quase, de vários séculos. Na verdade, não tive tempo para me (re)lembrar em que sector havíamos estado ou mesmo da letra da nossa fila, preferi, antes, desfrutar do momento com os meus pais. Eles continuam transversais a todos esses momentos. Talvez os únicos. 

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Running Away

Lembraste quando fizemos aquela viagem no porta malas do Geiras? Quando recordo esses tempos, para além de me referir à ligeireza de como o Geiras suportava e aturava todas as nossas loucuras, recordo a ousadia da nossa coragem. A felicidade estampada nos nossos rostos. A forma simples, mas sincera, de como esboçávamos gargalhadas. Hoje, no meu canto, recordei esses momentos. Senti saudades. Era tão destemido. Lutei e entreguei tudo e, no fim, ficou a recordação. A lembrança. Este tema lembra-me não só de nós, mas deles...especialmente, claro, do sempre paciente João Geirinhas.


Não posso deixar de referir, também, da forma de como esta música marcou a minha passagem pelo Algarve. Nos momentos menos bons, especialmente naqueles em que pensei em desistir e correr para os braços seguros e maduros dos meus pais.

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Linger.

E se pudesses voltar atrás? Se pudesses reconstituir a tua história? Guardar todas as personagens, principais e secundárias, todas as tramas, todos os espaços, em suma, todos os momentos? Hoje estava no ginásio e ouvi o 'Linger'. Música da banda Cranberries. Lembrei-me de uma personagem da minha história. Era um guerreiro destemido. Encarava a vida com e em todas as suas vertentes. Capaz de ser apenas ele e a sua espada, e claro, o resto do mundo. Viajante no tempo. Transbordava energia e alegria por entre mágoas e lágrimas caladas e refugiadas, só suas. Partilhou experiências e contou-me longas viagens das suas caminhadas. Um dia, também ele, partiu. Ficou o seu nome, a recordação e o cheiro a Safari. Ele era, afinal, um irmão que nunca tencionara perder, mas que também, por culpa de ninguém, perdi. Hoje, recordo-te...e isso é, e sempre será, bom.



quinta-feira, 19 de julho de 2012

Cenas da vida

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Punição?



Talvez me esteja a auto-punir pelos erros do passado...

sábado, 30 de junho de 2012

Em exibição: Diário Secreto de um caçador de vampiros

Um filme muito bem construído e produzido. Efeitos especiais de categoria, embora por vezes pequem por um certo extremismo. 
Inspirado nas lendas e na própria vida de um dos presidentes da história dos E.U.A - Abraham Lincoln - este filme trás-nos na sua história um diário secreto de vingança dos maléficos vampiros. 

Assolado, sempre, pela mestria de Tim Burton, este é um filme seriamente interessante e que cativa a partir dos primeiros minutos até ao fim. Aproxima-nos sempre da realidade só friamente interrompida pela intromissão dos pesarosos efeitos especiais.

Como qualquer filme, a companhia até ao cinema também conta. Aqui, com a primazia da experiência em 3D e uma sala deserta só para seus ocupantes, este 'Diário Secreto' de Abraham Lincoln tornou-se, inevitavelmente, ainda mais interessante. É sempre perfeito, diga-se de passagem, poder assistir a um filme em cinema sem o barulho inevitável do 'mascar de pipocas'...há vícios que são escusados.

Pontuação: 8/10

domingo, 24 de junho de 2012

Do imaginário ao real - Vampire Diaries reencontra-me

Há filmes que nos marcam, mas series também.

Vampire Diaries chegou no momento exato da minha vida. Atravessou comigo os momentos mais atribulados, mais felizes, e também os mais amargos. Foi uma serie que sempre identificou vários momentos e pessoas, considerando-os quase como se fossem meus. As personagens, assentaram na realidade, traçaram os mesmos caminhos e percorreram, praticamente, os mesmos trilhos. Do protagonismo ao secundário, do sucesso ao deserto, do imaginário ao realismo. 

Esta serie faz-me lembrar tudo de mim. Tudo o que ficou mas também tudo o que sou hoje e naquilo que me tornei. As personagens foram-se transformando, e levaram com elas passagens e pessoas do meu rumo. As histórias também terminaram para muitos protagonistas de ambas as realidades. A trama foi acelarando e continuou a trazer-me pedaços do meu passado e do meu presente...o que não sabia...era que traria pedaços, também, do meu futuro.

Esta serie será sempre pedaço eterno do que fui, do que sou, e certamente, do que serei.






sábado, 23 de junho de 2012

Filmes que nos marcam


A 7ª arte não precisa de ser premiada para marcar a vida de uma pessoa. Posso dizê-lo deste filme francês de 2011 espetacularmente produzido por Olivier Nakache e Toledano Éric. 

Uma história que atinge qualquer coração e que trabalha em qualquer alma. Sinto-me mais preenchido depois deste 'Intouchables'. 

Deixem-me terminar, dizendo que, para além das excelentes interpretações do elenco (irrepreensíveis), este filme trata-se de uma lição de vida que merece ser vista e presenciada por todos. 

Pontuação: 6 estrelas (em 5 possíveis)

Só quando já for tarde demais, e nada mais houver a fazer...

A seleção que nos define


Não sou o maior amante desta "nossa" seleção nacional de futebol. Os motivos são muitos e passam, sobretudo, pela falta de humildade e carácter de muitos jogadores que vestem a camisola portuguesa. Já para não falar dos inevitáveis nacionalizados à força das circunstâncias e de interesses mera e exclusivamente pessoais.
Não sinto orgulho quando vejo estes jogadores que nos representam no Euro 2012, mas é completamente inegável a forma de como os adeptos e o entoar do nosso hino nos diversos estádios me arrepia de uma forma absolutamente...violenta. É o meu país, é o meu hino...é uma história de que, apesar de esquecida e afundada nos diversos dilúvios sociais, continua a fazer parte do que somos e daquilo em que nos temos vindo a tornar. Guerreiros, batalhadores, povo inspirado no fado e na esperança. O orgulho veste-se em cada nota do nosso hino...e nem uma seleção nacional de futebol, elitista e  arrogante (por vezes), pode destroçar aquele que é o nosso sonho - a conquista e a vitória.
Continua a custar-me, seriamente, ver tantos portugueses unidos e motivados em torno de tudo isto...são multidões que se vestem a preceito e que se juntam, numa só voz, nos mais diversos locais públicos para vibrar com a nossa seleção nacional - continuo a questionar-me - até quando preciso de esperar para ver esta motivação arrastar-se até à nossa cultura? A nossa história conta, e muito, destas grandes manifestações sociais do nosso povo...mas especialmente, nas alturas em que era crucial dar a voz e a alma pela liberdade de nos expressarmos face às mais diversas opressões e injustiças sociais.
Nobre povo este, actualmente tão esquecido, mas tão definido por esta seleção nacional de futebol.

Solidarizo-me com esta causa social, com este querer e com esta ambição de vermos o nosso nome, o nosso país, o mais longe possível em qualquer modalidade, a qualquer conquista que se proponha, mas continuo triste e destruído por dentro, por ver que, mudam-se os tempos, mudam-se as mentalidades...e com elas, a atitude de todo um povo apático e resignado. 

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Porque o que marca a nossa história, não pode ser desprezado...

terça-feira, 19 de junho de 2012

it's over? ...

quinta-feira, 14 de junho de 2012

porque eu só quis...

terça-feira, 12 de junho de 2012

segunda oportunidade

Há coisas que têm de acontecer...por vezes da pior forma...ou da forma mais estrondosa...para, talvez, compreendermos o quão importante é pararmos para perceber o que devemos fazer e quanto, realmente, podemos fazer.

Se tivesse partido, não sei como estaria neste momento...mas tenho a certeza que deixaria tanto por fazer...mais mais que isso...tanto por dizer...

quinta-feira, 31 de maio de 2012

farto. cansado. tanto.

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Tatto


A minha história começa agora a ser escrita no meu corpo...e agora sim, sei que ficará eterna em alguma parte deste mundo.

domingo, 27 de maio de 2012

Should've know better...

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Pergunto-me se...

ao escrever-te, enterrarei o meu passado.

Hoje sinto-me um trapo.

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Pelo que esperam para nos elucidar?


Serei muito inculto ou dramático, ou devo mesmo preocupar-me com estes dados que constam no relatório de ocorrência de sismos divulgado pelo portal do Instituto de Meteorologia?
Fica a questão...

Boa noite ;)

terça-feira, 8 de maio de 2012

Vampire Diaries - O meu (eterno) dilema

I - Tudo o que me deste

Tudo o que me deste, soubeste dá-lo muito bem. Lembro-me de cada momento em que repetia, entre risos e gargalhadas, que nunca irias ser capaz de me largar. Achava-me eu no direito de dizê-lo sabendo do quanto te magoava a cada instante em que chorava nos teus braços, que te abraçava e que te roubava um beijo de saudade. Na verdade hoje que te perdi, sei que tudo o que fiz foi mascarar um amor eterno e tentar apaga-lo em mim, de mim, como se nunca tivesse existido. Mas existiu. Tu exististe e existes em cada momento meu, de mim. Cada espaço tem um gesto, um olhar, uma marca, uma intensidade tua. Cada peça de mim guarda tudo de ti, de nós.
Hoje sonhei contigo. Achava eu, antigamente, que sonhar contigo não era legítimo. Estavas incondicionalmente comigo. Ao meu lado. Nas minhas cegueiras, nas minhas indecisões,nos meus devaneios, nos meus medos, mas também nas minhas vitórias e nos meus sucessos. Sonhar contigo não fazia sentido porque éramos só e simplesmente os melhores amigos. Almas gémeas. Hoje sei que éramos mais, muito mais do que isso. Se o sabias, porque não me disseste? Porque não me abanas-te violentamente para que acordasse? Para que pudesse ver-nos tal e qual como realmente éramos? Todos os nossos erros mataram o que fomos e transformaram-nos naquilo que hoje somos.
Sinto-me perdido. Fazes-me falta. Só um traste de egoísmo como o meu para o admitir. Hoje és livre e podes realmente aspirar ser feliz. Ter um homem ao teu lado, um casamento repleto de gente orgulhosa e dois ou três filhos fruto de amor e paixão. Mas e de nós o que realmente ficou? Uma história ou, simplesmente, um pedaço de momentos dos quais insisto em não esquecer?
Isto não é a vida que escolhi, nem tão pouco a vida que me é imposta. É somente a minha realidade. Mergulhei em saudades que não consigo apagar. Mergulho todos os dias em recordações e lembranças nossas e tudo o que faço é, afinal, afastar-me do mundo para que não tenha de o partilhar com dor, perda, mágoa, angústia e desilusão de todo este meu fracasso. Só meu.

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Escrevo-te a ti...

sim, a ti. Que andas por aí à minha procura, numa solidão povoada, vazia e acomodada à espera que a vida te ponha no caminho alguém como eu. Não sei como te chamas nem por que inicial começa o teu nome, mas sei que existes, que me esperas e que desejas que um dia farás parte da minha vida.

Inês Pedrosa (Fazes-me falta)

domingo, 22 de abril de 2012

Quando vêem bondade, esperam bondade...

...que dizer mais? Isto sou eu...e a minha invisibilidade.

domingo, 15 de abril de 2012

Back for good

Hoje vinha a sair de Melides. Back for good no rádio. Pensei de imediato quando voltaria àquela paz. Aquele é o meu espaço de reflexão. O meu retiro do mundo. O meu reencontro com o passado. Ali, enterrei os pedaços de vida irrecuperáveis no tempo, os estilhaços de estragos irreparáveis, os momentos mais felizes do passado. Ali, reencontro-me com todos eles e sou, curiosamente, feliz.

I guess now it's time
To you come back for good

sábado, 14 de abril de 2012

Closer

Aqui, estou perto demais. Recordações. Memórias de criança e adolescente. Do passado.






Aqui sei que estou de volta. De volta a mim.


...

quinta-feira, 12 de abril de 2012

O grande falhado

Já não posso ouvir mais esta palavra. Sou falhado, dizem. E depois? E se for? Talvez até o seja. Já falhei muito na vida...nomeadamente na capacidade de 'racionar' as pessoas a quem dou tanto de mim e que, no fim, nada me têm para dizer. Não têm um pingo de compaixão. Compreensão. Levo a minha vida a dar tanto...e no fim, só recebo (des)apontamentos. Sou mesmo um falhado, eu.

terça-feira, 10 de abril de 2012

Breathe Again

Hoje meti esta modesta música da Sarah Bareilles a tocar, logo pela manhã. Sentei-me na minha cama a pensar, seriamente, no imenso sentido que ela continua a fazer na minha vida. Afinal, que tipo de coração não olha para trás? Em mim, de mim, só resta uma brisa de esperança que me diz, que um dia, respirarei novamente.

Sentei-me no meu carro e observei a imensidão da natureza. A forma subtil de como altera tudo à sua volta. O azul transforma-se em cinzento num abrir e fechar de olhos...as ramagens, as folhas, que repousam nos seus recantos, rapidamente fogem de si mesmas e lutam por um lugar na incerteza. Eu fico abismado com tanta inquietação.

domingo, 8 de abril de 2012

Ovos e cenas.

...e por falar nisso, uma boa Páscoa, ou lá o que isso seja, para todos vós.


sábado, 7 de abril de 2012

Terceiro dia. All good things?


Esta música voltou. Sorrateiramente, voltou aos meus dias. Como entender? Como aceitar? Saber o que é ou foi realmente bom? Simples. Teve um final.

Hoje, escolho não ter o bom...só para não 'colher' o final.

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Segundo dia

Hoje abri a minha agenda e 'esvoacei' até 10 de Fevereiro de 2012

"Amanda seria sempre a melhor parte de si, a faceta que sempre ansiaria conhecer". Dei por mim a pensar se, afinal, escrever isto, reflete parte do meu pensamento. Se quem quer que seja foi, efetivamente, a melhor parte de mim, a faceta que sempre ansiaria conhecer, como seguir realmente um novo caminho? Outro caminho? As coisas são de fato boas e perfeitas enquanto duram. Sei, e sinto, que "a melhor parte de mim" já foi partilhada, e que hoje, está adormecida...talvez. Espero que não esteja morta. Espero que não ma tenham roubado. Espero que ainda possa ascender à luz de um sorriso, de um abraço, de uma réstia de esperança que se esconde num horizonte que não prevejo. Sempre é uma palavra demasiado forte, demasiado...

Entretanto, há que partilhar mais um dia numa caixa de supermercado...
e questionar, por fim: Onde raio andas, oh crise madrasta?

O primeiro dia

São no meu relógio 1:13 e, na verdade, 1 da manhã. É isto a que se reduz a minha vida
 nos últimos tempos...um 'adiar' de emoções para que a felicidade nunca se possa atrasar...mas na verdade, ela ainda não apareceu. Li, há dias, que a felicidade existe precisamente no momento em que nos apercebemos, o quanto antes, que o tempo estraga e baralha-nos. Quando irei eu, definitivamente, perceber isso?
Na verdade, os meus dias são e serão silenciosos...porque não há mais espaço para as palavras. Quero matá-las o quanto antes. Ensurdecedê-las. Tirar-lhes todas as capacidades. Os olhares e os gestos distanciaram-se. O que restou? O meu relógio adiantado e os meus dias silenciosos...

Ultimos sobrevôos pela 7ª Arte





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. No silêncio das palavras, o refúgio da solidão que ecoa do passado, o presente.
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